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Os 6 testes psicológicos mais surpreendentes

A psicologia é uma disciplina que se desenha a partir de várias fontes, mas seus principais avanços vêm de experimentação sob o modelo científico. Isso significa que tanto as variáveis do estudo quanto os resultados obtidos devem ser objetivos e replicáveis.

Os testes psicológicos, portanto, fornece, uma base de grande valor tanto para a explicação teórica quanto para a prática em qualquer uma das áreas que os psicólogos trabalham.

Ao longo dos anos, tem havido muitos experimentos psicológicos, a maioria deles passando despercebidos ao público em geral, mas então listamos seis dos mais impressionantes e surpreendentes, cujos resultados nos levarão a repensar a maneira como vemos ao ser humano e algumas situações cotidianas.

O experimento do boneco João Bobo de Albert Bandura (1961).

Neste experimento, o psicólogo canadense Albert Bandura, tentou descobrir de onde vem o comportamento agressivo, um tema muito debatido durante os anos 60.

O experimento do boneco “João Bobo”, foi realizado em 1961 e envolveu 24 meninos e 24 meninas, com idades entre 3 e 6 anos.

As crianças entraram uma a uma em uma sala cheia de brinquedos, na qual estava o boneco “João Bobo”, que era uma figura inflável em forma de palhaço.

Este boneco tem um peso na base, o que faz com que ele retorne à sua posição original, imediatamente após ser atingido.

O primeiro grupo de crianças, antes de entrar na sala, assistiu a um vídeo em que mostrava um adulto brincar com o boneco de forma agressiva.

O segundo grupo de crianças ou o chamado grupo de controle, assistiu um vídeo em que o adulto brincava com os brinquedos em silêncio, sem agredir ou demonstrar alguma reação violenta.

O terceiro grupo entrou na sala, mas sem observar antes como o adulto brincava.

Os resultados indicaram que as crianças que foram expostas a um modelo agressivo, foram propensas a chutar e socar o boneco, enquanto os outros grupos não tiveram qualquer ação violenta contra o brinquedo. Além disso, concluiu-se que as crianças foram mais afetadas por modelos do mesmo sexo.

Este experimento psicológico alcançou sua fama, graças ao fato de que ajudou a resolver uma questão muito debatida na época: se a agressão é inata ou aprendida.

Confira um vídeo sobre o experimento:

Teste da atenção seletiva e o gorila invisível de Christopher Chabris e Daniel Simons (1999).

Este experimento concentrou-se na capacidade do ser humano em perceber uma série de estímulos em uma sequência complexa: a atenção seletiva.

A atenção seletiva refere-se ao fato de que o cérebro seleciona voluntariamente as coisas que ele quer ou precisa assistir, processando o ambiente de informação, utilizando alguns processos específicos para responder a certas exigências do contexto de forma mais eficaz.

Com isso, o cérebro economiza no uso de seus recursos limitados, otimizando sua atividade perceptiva.

Um experimento conduzido por Christopher Chabris e Daniel Simons, testou a percepção visual e a atenção do ser humano. O teste realizado com os estudantes da Universidade de Harvard, consistia em assistir um vídeo onde aparecia seis pessoas, três vestidas de branco e três de preto, passando uma bola de basquete.

A premissa era se concentrar nos jogadores de branco e depois contabilizar todos os passes. No final da exibição, Chabris os questionou: “E o que você achou do gorila?”, os jovens não respondem, pois estavam intrigados.

Chabris e Daniel estavam estudando naquela época um fenômeno já conhecido na neuropsicologia, mas que ainda era cercado de mistérios: a cegueira da desatenção.

Olhando para o vídeo novamente, os alunos ficaram surpresos que um indivíduo disfarçado de gorila chega no meio do campo na metade da filmagem, para e bate no peito várias vezes, antes de sair do vídeo.

Este teste do gorila invisível, com suas muitas variações, é um dos mais famosos experimentos psicológicos dos últimos anos.

De acordo com Chabris e Simons, que continuaram suas experiências com mais sujeitos de diferentes idades, cerca de metade dos observadores não notam o animal, indicando que muitas pessoas não se ligam ao que acontece em seu redor.

Confira o vídeo utilizado no teste de atenção seletiva:

Os experimentos psicológicos de conformidade de Solomon Asch (1951-1953).

Graças a essa experiência, o psicólogo polonês Salomon Asch, mostrou que o comportamento individual é muito influenciado pelas opiniões do grupo em que se encontra e, por essa razão, é considerado um dos experimentos psicológicos mais importantes para o ramo social.

Nesse teste, estudantes acreditavam que estavam participando de um teste de percepção visual. Cada sujeito foi colocado em um grupo com outras 7 pessoas, sentadas ao redor de uma mesa e que recebiam imagens com linhas, exatamente como as mostradas acima. Os membros do grupo tinham que dar sua resposta em voz alta, um após o outro.

Mas o que os estudantes não sabiam é que os 7 outros membros da mesa eram na verdade atores, cúmplices do teste! O grupo foi organizado de tal forma que o sujeito testado sempre respondia por último, depois dos atores.

No início do experimento, os cúmplices são instruídos a dar a resposta certa, mas depois de um tempo, eles começam a escolher unanimemente uma resposta errada.

Os participantes reais começaram a expressar emoções como dúvida e insegurança, e quase 40% do tempo acabaram escolhendo as opções erradas em virtude das respostas dos outros do grupo.

A experiência de Asch nos diz, que somos muito mais facilmente influenciados do que gostaríamos de acreditar e que a necessidade de conformidade pode nos empurrar contra as evidências.

Confira o vídeo do experimento:

Obediência à autoridade de Stanley Milgram (1961).

Realizado por Stanley Milgram, um psicólogo da Universidade de Yale, este teste consistiu em medir a disposição de um participante em obedecer às ordens de uma autoridade, mesmo quando elas podem entrar em conflito com a consciência pessoal.

Apesar de ser um dos experimentos psicológicos mais criticados em nível ético pela comunidade científica, Stanley Milgram demonstrou o tremendo efeito que a autoridade exerce sobre nosso sistema de crenças e comportamento.

Confira o vídeo desse experimento:

O teste psicológico do pequeno Albert de John B. Watson (1920).

John B. Watson é considerado um dos pais da psicologia, especificamente do behaviorismo clássico, o ramo da psicologia especializado em comportamento humano e animal.

Ivan Pavlov já havia demonstrado em 1890, que um cachorro só poderia ser salivado pelo som de um sino se estivesse preparado para isso. Watson decidiu tentar demonstrar que essa teoria também funcionava em humanos.

Para atingir esse objetivo, o psicólogo americano selecionou um bebê de apenas 11 meses, o pequeno Albert, e descobriu que a criança não exibia nenhum comportamento aversivo aos ratos e até brincava e acariciava o bicho com curiosidade.

No entanto, durante as sessões sucessivas em que a criança foi mantida em contato com os ratos, Watson se certificou de que se o som estridente de um martelo batesse contra uma placa de metal intermitentemente, geraria um comportamento de ansiedade e medo no pequeno Albert.

Nos ensaios seguintes, Albert começou a entrar em pânico, chorando e tendo comportamento fóbico na presença do rato.

Watson tentou continuar o experimento para encontrar uma maneira de eliminar estes medos da criança, mas a mãe de Albert recusou em deixar seu filho nas mãos do experimentador.

O pequeno Albert morreu aos seis anos de idade, devido a uma doença não relacionada com a experiência.

Confira o vídeo do experimento do pequeno Albert:

A prisão de Stanford de Philip Zimbardo (1971).

Se os ensaios anteriores supuseram uma ruptura em nossa percepção do mundo e do ser humano, o da prisão de Stanford, descobre algumas terríveis realidades no comportamento humano.

Em 1971, Philip Zimbardo, um psicólogo nativo de Nova York, desenvolveu um experimento realizado no porão da Universidade de Stanford, condicionado a se assemelhar a uma prisão, onde foram atribuídos papéis de prisioneiros ou carcereiro a 24 homens saudáveis de classe média.

Ambos os presos que passaram por um processo de prisão fictícia como os guardas, tiveram alguns uniformes muito semelhantes aos usados em prisões dos Estados Unidos, número de identificação para os presos, que alimentou um sentimento de despersonalização, isto é, eles não mais sentiam que eram indivíduos privados, mas prisioneiros ou carcereiros.

Durante o primeiro dia, tanto os carcereiros como os presos tiveram dificuldades em assumir o seu papel, mas no final, houve uma pequena revolta que acabou sendo sufocada com o gás dos extintores de incêndio.

Embora os guardas fossem estritamente proibidos de usar a violência física com os prisioneiros, comportamentos abusivos como insultos, agressões ligeiras ou privação de comida e sono, começaram a aparecer a partir do início do segundo dia.

Pouco a pouco, os prisioneiros foram forçados a sofrer todos os tipos de assédio, como ficar nu, ser ridicularizado ou recitar o seu número em vez do seu nome.

O mais impressionante desta experiência é que ambos os prisioneiros e guardas aceitaram as novas dinâmicas de poder tão rapidamente.

Esse experimento tem sofrido muitas críticas e controvérsias, mas suas implicações são tão devastadoras que devemos nos perguntar que tipo de pessoa somos e que tipo de pessoa podemos nos tornar.

Confira os vídeos desse experimento:

Há muitos outros experimentos psicológicos que merecem ser mencionados, mas decidimos listar esses seis, por causa de suas características e seus impactos na psicologia.

Sr. Coruja

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