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Curiosidades sobre os surdos que devemos conhecer

A conscientização é importante para entender um pouco mais sobre a comunidade surda e por isso compartilharemos a seguir, 5 curiosidades sobre os surdos pouco conhecidas sobre esse grupo. Confira!

Nem todos os tipos de surdez são iguais. Há pessoas que sofrem de surdez profunda e outras pessoas perderam a audição em um estágio mais avançado de maturidade em termos de aquisição de linguagem, além daqueles que perderam a audição antes de aprender a linguagem materna. No entanto, todos eles compartilham um denominador comum: a relevância que os aspectos visuais possuem em relação à comunicação.

A conscientização é importante para entender um pouco mais sobre a comunidade surda e por isso compartilharemos a seguir, 5 curiosidades sobre os surdos pouco conhecidas sobre esse grupo. Confira!

Surdez e avanços tecnológicos

Se voltarmos 20 anos no tempo, antes dos telefones celulares e mensagens de texto, para os surdos era muito difícil ou impossível atender ao telefone e ouvir uma voz através da linha telefônica. Ações tão simples como chamar um amigo e convidá-lo para um café era impensáveis. Tecnologia, a partir do SMS mais básico, eliminou muitas barreiras de vida das pessoas com problemas de audição.

Na atual geração, a Internet também tem sido uma grande transformação na comunicação deste grupo, eliminando distância e permitindo a criação de uma comunidade online mais conectada e informada capaz de defender e melhorar seus direitos.

Por outro lado, os avanços tecnológicos permitiram o desenvolvimento de aparelhos auditivos menores e mais sofisticados, reduzindo a sensação de “vergonha” ao usá-los. Outra solução que permitiu que muitas pessoas com perda auditiva neurossensorial bilateral de grau severo escutassem, foram os dispositivos eletrônicos de alta tecnologia que são capazes de substituir a estimulação eletroquímica quando há uma disfunção das células ciliadas.

Muitas das soluções auditivas disponíveis no mercado podem ser conectadas a telefones ou tocadores de música via Bluetooth, melhorando a qualidade de vida de muitas pessoas. Finalmente, podemos destacar outras invenções mais recentes, como aplicativos móveis que permitem interpretar e traduzir a linguagem convencional para a linguagem de sinais, facilitando a integração da comunidade surda.

Todos os surdos usam linguagem de sinais?

Não. De acordo com relatos da Organização Mundial da Saúde (OMS), 466 milhões de pessoas sofrem de problemas auditivos no mundo, mas estima-se que apenas 70 milhões delas usam a língua de sinais como primeira língua ou língua materna. Os restantes 396 milhões adotam a linguagem convencional do seu país, com a ajuda de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

Todas as linguagens de sinais são iguais?

Não exatamente. No caso de países latinos, especificamente de língua espanhola, onde o alfabeto latino é usado, pessoas com problemas auditivos usam o mesmo alfabeto manual que é comum a todos os países cuja língua deriva do espanhol. Mas é verdade que pode haver algumas variações, porque, como as línguas orais, as línguas de sinais também estão sujeitas às mudanças linguísticas que ocorrem ao longo do tempo e à evolução das sociedades. Mas no caso de países de língua inglesa, como nos Estados Unidos e Reino Unido, é possível perceber diferenças notáveis ​​que podem dificultar a comunicação entre os nativos desses países e principalmente os britânicos que utilizam um alfabeto bimanual, se comunicando com as duas mãos enquanto os americanos só utilizam uma.

No entanto, existe um Sistema Internacional de Sinais (SSI), que desenvolveu uma comunicação formada por sinais consensuais próprios, o que permite a padronização da linguagem de sinais. Este sistema é geralmente usado principalmente em eventos internacionais como Deaflympics, os jogos olímpicos especiais para a comunidade surda que permite superar as barreiras linguísticas entre os participantes.

É fácil ler os lábios?

Não. A realização da leitura labial é um método que requer muita concentração, uma vez que os movimentos da boca de alguém precisam ser seguidos com cuidado e meticulosamente.  Portanto, é muito fácil os surdos se confundirem porque muitas palavras são semelhantes em termos de número de sílabas e também ler lábios impede decifrar a comunicação não verbal, ou seja, todas as informações transmitidas através da linguagem corporal.

Embora, como tudo, essa habilidade pode ser aprimorada com a prática. Quanto mais se lê os lábios, mais comunicativo o surdo se torna.

Quantos surdos existem no mundo?

Como dissemos anteriormente, a OMS estima que atualmente existam 466 milhões de pessoas com problemas auditivos no mundo, dos quais 422 milhões são adultos e 34 milhões são crianças. Essa porcentagem representa cerca de 5% da população mundial.

Ainda é importante esclarecer que essa porcentagem é composta de pessoas que sofrem diferentes graus de surdez. Em resumo, aproximar-se da realidade dessa comunidade nos permite melhorar a integração de pessoas com problemas auditivos.

Sr. Coruja

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